CASAMENTO: PREVENÇÃO CONTRA A PROSTITUIÇÃO

imagesA insatisfação sexual gerada não apenas pela abstinência produz desequilíbrio emocional e espiritual. A abstinência torna a pessoa vulnerável aos ataques de Satanás, e se fraquejar se prostituirá:

Mas eu digo: já que existe tanta imoralidade sexual, cada homem deve ter a sua própria esposa, e cada mulher, o seu próprio marido. O homem deve cumprir o seu dever como marido, e a mulher também deve cumprir o seu dever como esposa. A esposa não manda no seu próprio corpo; quem manda é o seu marido. Assim também o marido não manda no seu próprio corpo; quem manda é a sua esposa. Que os dois não se neguem um ao outro, a não ser que concordem em não ter relações por algum tempo a fim de se dedicar à oração. Mas depois devem voltar a ter relações, a fim de não caírem nas tentações de Satanás por não poderem se dominar” – 1 Coríntios 7: 2-5.

O casamento é uma prevenção contra a imoralidade sexual, e o sexo não é apenas um prazer, mas um dever prazeroso. No casamento a doação comanda o jogo da relação, porque o casal disponibiliza os seus corpos para o prazer do outro.

Na relação sexual o desejo que prevalece em ambos é agradar, estimular, e satisfazer o outro, nesse interessante jogo os dois saem ganhando. O verbo negar não deve ser usado, a não ser com o único propósito de aplicar-se a oração, mesmo assim, mediante a concordância do parceiro, e por pouco tempo, porque com a abstinência sexual não se brinca, ela é a porta de entrada da tentação e da possibilidade de adultério.

Esses simples detalhes podem salvar o parceiro de uma queda diante da tentação, ou você acha que o seu parceiro não é tentado? O jogo na rua ou no convívio com colegas de trabalho é pesado nesse mundo desmoralizado, e isso envolve seduzir aquele que interessa. Se alguém está afim de transar com uma pessoa, não tenha dúvida de que vai partir pra cima, sem se importar se tem vínculos matrimoniais ou não, é um jogo sem regras.

Saiba que parceiros desavisados estão competindo sem ter consciência disso.

Pra sua informação, oração não previne a tentação. Prevenção contra a tentação é a relação sexual. É preciso deixar essa espiritualidade capenga de lado e ser parceiro sexual de quem você se aliançou, mantendo-o saciado sexualmente, isso sem falar nas demais áreas relacionais.

É bom que se diga – ao contrário do que é crido no meio não cristão – que no casamento não temos o poder sobre o próprio corpo, mas quem detém esse poder é o parceiro(a). O casamento deve ser a expressão máxima da intimidade, e intimidade é o processo de revelação mútua que nos leva a nos entregarmos completamente a outra pessoa no mistério que chamamos de amor.

A intimidade exige que deixemos a outra pessoa descobrir o que nos emociona, o que nos inspira, o que nos motiva, o que nos angustia, os nosso desejos, receios, falhas, os sentimentos mais mesquinhos, os sonhos loucos e maravilhosos que guardamos em nossos corações.

Para criar intimidade precisamos abrir mão do poder que temos sobre nós mesmos e ceder ao parceiro essa autoridade.

Para criar intimidade precisamos estar dispostos a tirar nossas máscaras e baixar nossas defesas, deixar de lado nossos fingimentos e revelar a nossa verdade. Dar intimidade é o maior presente que oferecemos a pessoa amada, permitindo que nos veja simplesmente como somos, com nossas forças e fraquezas, erros e acertos, fracassos e sucessos, defeitos e talentos.

Em sua forma mais pura, a intimidade é um compartilhamento completo e irrestrito do eu. Abrir mão o poder que temos sobre nós mesmos é a concepção da plenitude da doação que tem em vista a satisfação da pessoa amada. É negar o autocentrismo, afinal, ninguém pode ter intimidade se pensar apenas em satisfazer a si mesmo.

O texto que citei no cabeçalho diz “que os dois não se neguem um ao outro”. Isso não deve ser apenas sexualmente, porque alguém pode ter relações sexuais com seu cônjuge, sem se entregar plenamente ao outro, mantendo o domínio de si mesmo.

Dentro de nós existe uma história que precisa ser contada.

Nos entregamos de fato quando compartilhamos a nossa história, pois a história nos ajuda a lembrar quem somos, de onde viemos e o que é mais importantes em nossa vida. A entrega plena permite ao casal construir uma história de amor que os ajuda a não perder o fio da meada de suas vidas e a conservarem suas identidades saudáveis.

Qual é a história do seu relacionamento? A resposta precisa estar na ponta da língua, e a menos que o casal consiga recuperar a história do amor que os uniu, das lutas enfrentadas e das alegrias divididas, para celebrarem justos suas trajetórias, a deterioração do relacionamento caminhará para um rompimento inevitável, ou levará a uma vida de desespero mútuo e silencioso, num casamento que adoeceu.

Isolados e sozinhos ficamos sem referência, sujeitos a todo tipo de fantasia sobre nós mesmos. Os parceiros, seja no casamento ou em uma relação profunda de amizade, nos mantêm presos à realidade, arrancando-nos de nossos mundos imaginários. Eles não permitem que nos enganemos a respeito de nós mesmos.

Se não alimentarmos de forma saudável o poço sem fundo criado pela ausência de intimidade, acabamos alimentando-o de formas autodestrutivas. Alguns tentam preencher o vazio com álcool, uns com compras, outros com drogas. Muitos irão preenchê-lo com uma série interminável de relacionamentos de curta duração, praticando o adultério e se autoconsumindo, com experiências sexuais fúteis e destruidoras. O resultado é um vazio cada vez maior.

Todos os vícios sexuais são tentativas pouco saudáveis de preencher o vazio criado pela falta de intimidade verdadeira.

O sexo no casamento não é apenas uma prevenção contra a prostituição, mas o sexo no casamento é um instrumento poderoso em nossa busca de crescimento. Está aí o grande segredo a ser desvendado para quem deseja ser uma pessoa melhor, e conseguir associar sexualidade sadia com intimidade plena.

O destino cruel do casamento pode ser mudado.

Todas as coisas podem ser tornadas novas, em estado de lua de mel, quando a essência da nossa existência passa a ser nos tornarmos uma pessoa melhor e contribuirmos substancialmente para que a pessoa amada seja melhor a cada dia.

A restauração da beleza conjugal se inicia com atitudes consistentes, onde a primeira delas é o arrependimento e a firme disposição em pedirem perdão pelas atitudes destrutivas, e o compromisso de se entregarem sem reservas, de crescerem nos estágios da intimidade e na firme disposição de estarem juntos para sempre, orando juntos um pelo outro e por sua casa:

Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” – Ap 2:4,5.

 

Algumas pequenas menções, foram citações aleatórias do livro “Os sete níveis da intimidade” de Matthew Kell, Editora Sextante.

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