ROUPA PARA A PELE NUA

PicCollageE eles perceberam que estavam nus.

Antes de terem o conhecimento do bem e do mal a nudez era simplesmente natural, mas agora, Adão e Eva precisavam cobrir a nudez, esconder o que antes não os envergonhavam. Eles não podiam deixar expostos partes de si, não era uma preservação da intimidade, mas um esconderijo moral, era necessário criar uma cobertura que representasse uma caricatura diferente de quem eram inicialmente.

Eles fizeram a primeira fantasia, fabricaram a primeira máscara e a inauguraram num encontro com Deus.

É loucura tentar fazer de um encontro com Deus um baile de máscaras e dissimulações, mas infelizmente é assim que o instinto humano age, ao invés de assumir na “pele” o mal que se impregnou, para que exposto, a procura da solução seja uma opção, resolve ocultar de si mesmo e dos outros os motivos que podem gerar vergonha.

Pois é, eles inventaram um avental de folhas de figueira. Uma desastrada tentativa de cobrir as suas vergonhas. Quantos aventais são fabricados pelos indivíduos que dissimulam as suas más escolhas? Fazem um desfile invisível de uma grife que já nasceu falida.

O ser humano fez a sua escolha e Deus não pôde mudar isso, afinal, ele respeita o livre arbítrio.

As nossas atitudes decidem o nosso futuro.

Foi assim que o casal “cabeça de vento” definiu o seu destino e o de toda humanidade. O Pai celestial os tinha prevenido do perigo das decisões erradas que trariam colheitas amargas, e seriam obrigados a sair do jardim, mas eles resolveram arriscar e não se importaram com o alerta, brincaram com o perigo e tiveram que assumir as suas responsabilidades.

A questão era tão simples:

Primeira opção: continua crescendo, obedecendo às regras e ficam eternamente numa boa;

Segunda opção: são livres pra tomarem a decisão errada, podem desobedecer, mas tem que se “mandar” e     largar as mordomias.

O que acho muito legal é que Deus não fica no blá blá blá… Define logo como o negócio funciona, não deixa ninguém ficar encima do muro. Se ficar tem que ser numa boa, se pisar na bola tem que seguir sua vida. É isso que a gente não faz, não definimos as regras de convivência, aí as pessoas fazem o que dá na telha e nos obrigam a aturar o que não queremos.

Como diz o Dr Mike Murdock: “Você não pode reclamar daquilo que consente”.

Prosseguindo: A vida sempre foi assim, produz aquilo que semeamos e nos impõe colher e comer aquilo que muitas vezes tentamos escapar. Plantou? Agora se vira, não adianta gemer.

Mesmo decepcionado (Deus tem sentimentos) Deus não podia deixar o ser humano à própria sorte. Assim Ele revelou a sua misericórdia exercendo o talento de estilista, o primeiro na história humana. Ele matou um animal e da sua pele confeccionou roupas decentes para o casal – que acompanhou o processo da indústria têxtil do Criador – assim aprenderam como fazer pra comer e se vestir daí por diante.

É preciso caçar pra viver. Um novo paradigma para os homens estava definido.

A nossa sobrevivência depende das nossas habilidades em extrair do meio ambiente recursos para nos suprir. Quase todos somos caçadores, digo quase porque alguns “marmanjos(as)” ainda ficam na rebarba, ao redor da mesa sempre filando uma “boia”, uma roupas de grife, uma mesada ou herança – contando que não trabalhem – sem nunca terem aprendido a caçar. A famigerada geração “nenem”: nem estudam e nem trabalham.

O ser humano passou a se utilizar dos animais para sobreviver, tanto para se alimentar, vestir, transportar e usar a força na agricultura, nas competições e na guerra.

Aprendemos a matar pra suprir a nossa existência.

Eu me retorno que aos domingos comíamos uma galinha ensopada, daquelas criadas no quintal, e quando adolescente a minha mãe mandou eu matar uma penosa, foi um negócio muito louco, porque eu cortei a sua cabeça do bicho e soltei… dá pra imaginar o que aconteceu?

Voltei pra família de Adão e Eva. Porém, tendo conhecimento do bem e do mal (tinham comido o tal fruto proibido e foram expulsos do bem bom), o irmão ciumento optou em se utilizar do mal, se transformando em “bicho” que mata gente. Foi aí que o bicho pegou e está pegando até hoje, porque esse assassino gerou e gera muitos filhos.

O conhecimento do bem nos leva a matar um bicho para que o animal racional possa viver (exceção aberta pros vegetarianos), porém o conhecimento do mal pode fazer com que o animal racional revele a sua irracionalidade maligna capaz de matar o seu semelhante, o seu igual, irmãos de natureza, fazendo-se o mestre da perversão dos valores que nos diferenciam dos bichos, gerando discípulos ainda mais perversos e malignos.

Filhos com a marca da maldição, indivíduos com sabor de sangue inocente inundando a boca maligna. Não cessam de fazer o mal, fazem da vida alheia um fragmento de poeira. Bichos gerados pelo inferno. Filhos da perdição.

Por debaixo de uma roupa de grife pode se esconder um lobo voraz e o seu couro fedido. Um bicho com cara de gente.

Nunca se sabe quem está de fato escondido debaixo da pele de gente, mas uma coisa é certa, Deus não criou o homem pra ser vítima da perversidade. Esse paradigma gerado pela ambição e desobediência exigiu uma atitude ainda mais dramática de Deus, que ofereceu a vida do Seu único filho para salvar a vida de quem se perdeu.

O “Cordeiro de Deus” entregou a sua vida para revestir o novo homem com vestes brancas e puras.

Pelo poder do sangue de um homem sem máculas recebemos a graça de ter apagado todos os motivos da nossa vergonha, para que nunca mais necessitemos nos cobrir com as grifes falidas, que usamos como marketing pessoal para impressionar quem nos vê por fora, mas jamais imagina quem verdadeiramente somos por dentro.

As “folhas de figueira” podem fazer uma roupa que encanta uma plateia que admira grifes falidas.

Quando recebemos o sacrifício do Filho de Deus podemos nos desnudar das folhas do nosso marketing pessoal, para nos apresentarmos diante do Pai com a nossa genuína identidade moral/espiritual, completamente desnudados da arrogância do caráter humano, para que Ele se encarregue de elaborar os novos moldes das vestimentas – como Estilista inigualável que é – desenhadas com exclusividade para cada um de nós, dentro das medidas do crescimento que foram pré-concebidas muito antes da primeira batida do nosso coração.

Somente Ele, Deus, pode nos revestir com as vestimentas do novo homem, sua verdadeira imagem e semelhança, nascidos pela obra da Sua graça.

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