APRENDENDO COM JESUS A SER ATENCIOSO

Aprendendo com Jesus a ser atencioso“Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam.Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus” – Marcos 10:13-14.

Uma outra qualidade que observo em Jesus e que devemos tomar como referencial, é a maneira atenciosa com que tratava as pessoas. Lá estava Ele, cumprindo a sua missão, quando surgiu uma “gurizada”, que os pais trouxeram para serem tocados e abençoados.

Imagine aquela “molecada” ávida por um toque de um herói! Gritos de um lado, empurrões de outro e alguns ficando na ponta dos pés tentando olhar Jesus. Porém, os “assessores encarregados da agenda do Mestre”, entraram em ação como uma verdadeira “tropa de choque”, que aos berros gritavam (digo eu):

–       Vamos parar com essa bagunça;

–       Jesus é muito ocupado, não vai atender ninguém, principalmente crianças;

–       Caminho da roça, vão, vão embora. Limpem a área…

Com certeza absoluta: Jesus sentiu o sangue subindo (você acha que ele tinha sangue de barata?), partiu para repreender aquela atitude, pois estava indignado, pois esse não era um comportamento compatível, de homens que deveriam parecer-se com Ele.

Será que era assim que eles tratavam os membros de suas famílias e os seus amigos? Se às vistas de Jesus fizeram isso, imagine fora delas?

Deixavam transparecer que as crianças e a atitude dos seus pais, não mereciam qualquer tipo de atenção. Mas essa não era a ótica de Jesus, pois Ele sentia a necessidade de ser atencioso com aquelas crianças, afinal Ele veio servir e não ser servido.

Tem muitos homens por aí e até obreiros que se parecem demais com os discípulos, mas são muito diferentes do Mestre.

Homens com atitudes indelicadas de machistas, que roncam alto, falam forte, cheiram a autoritarismo, estão sempre de mau humor e não podem dar atenção a ninguém, nem à esposa e muito menos aos filhos. As poucas frases soam sempre críticas e repreensivas:

–       Vamos acabar com essa bagunça aí, rapaziada!

–       Que negócio é esse?

–       Cadê minha comida, mulher?

–       Manda as crianças pro quarto, elas estão “enchendo o saco”!

Liberam sobre o seu círculo íntimo, uma fúria armazenada na alma, e que na maioria das vezes permanece cuidadosamente camuflada, dos círculos maiores de amizade!

Já vi alguns diáconos assim. Lógico que não estou generalizando:

–       Saiam fora, crianças!

–       Saiam, capetinhas de Jesus!

Há homem que parece nunca ter sido criança. Deve ser um cara frustrado que precisa da correção e do tratamento de Deus. Se uma criança está fazendo uma arte, quer logo “pegá-la”:

Se eu pudesse, pegava todas as crianças e pendurava de cabeça para baixo num varal!

Você já fez uma análise da proporção? Experimente: fique abaixado do tamanho de uma criança, aí coloque um cara grandalhão em pé e gritando em cima de você. Olhe a diferença de tamanho. Sentiu?

Percebe o poder da intimidação? Não é fácil meu amigo.

Eu me lembro quando era criança, um certo dia na igreja que meus pais eram membros, eu saí do templo com o meu irmão Daniel, para ir beber água. Havia um diácono chamado Manduca, o cara só andava todo de branco e ficava o culto inteiro em pé na porta. Para sair foi tudo bem, mas nós tínhamos que entrar de volta, e quando tentamos entrar ele nos barrou, e disse:

–       Aqui não vai entrar! (acho que ele aprendeu isso com os discípulos).

Era um cara enorme (pelo menos eu via assim), eu e meu irmão éramos pequeninos. Fiquei assustado sem saber o que fazer e não tinha idéia de como sair daquela situação. Senti-me perdido, ficando estático segurando na mão do meu irmão. Aí um rapaz apareceu, o nome dele era Paulo (veja como uma criança guarda informações na memória). Depois de ouvir o nosso “drama”, ele segurou-nos pela mão, deu a volta por fora do templo, e entramos pela porta da frente (que pela misericórdia de Deus não havia nenhum Manduca), conduzindo-nos até a nossa mãe. Ufa, que alívio!

Você pode imaginar quem foi o bandido da minha vida? E quem foi o meu herói? Pergunte-se: como as pessoas me vêem, bandido ou herói?

Está entendendo o que estou lhe dizendo? Será que você está dando a atenção devida à família, aos amigos, ao seu ministério, à sua profissão, à sua igreja, ao seu pastor, ou a Deus e à sua obra?

Jesus quer que todos sejamos atenciosos, polidos, corteses e obsequiosos.

Jesus sempre deu atenção de maneira cortês e elegante, às questões inerentes ao seu ministério e às necessidades de pessoas que a Ele concorriam, para obter alívio para as suas aflições ou indagações.

Ele não somente dava atenção, mas era acessível e solidário.

Será que somos mais ocupados do que o nosso Mestre? Muitos de nós não damos a atenção necessária aos nossos filhos e esposas. Mas às vezes eles observam que damos a atenção, desprendemos o nosso tempo, somos cheios de cortesia, sorrimos polidamente, gesticulamos obsequiosos e solidários, aos irmãos da igreja ou aos amigos!

E aí? Por que não somos assim em casa com a família?

Os nossos amigos precisam de atenção e nós não temos tempo e quando temos, investimos nos programas de TV, na rede “plim, plim”. Mal entramos em casa e já pegamos o controle remoto.

Com Deus nem se fala! (literalmente). O Espírito Santo quer falar conosco, mas nós também não damos a atenção devida. Não acha que o Espírito Santo também fica “indignado” com essa atitude?

Com o seu brilhante exemplo, Jesus nos ensina a ser atenciosos. Dê atenção à pessoa certa, na hora certa. Pare alguns momentos para poder refletir, pois existem questões que não podem esperar a nossa boa vontade de parar ou que haja um tempo oportuno.

Nós administramos o tempo, ou o tempo nos administra.

Há tempo para todas as coisas debaixo do céu, portanto, precisamos administrar esse tempo, para sermos atenciosos como o nosso Mestre Jesus Cristo.

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