EMPREGADOS EM FÚRIA

As coisas andam meio estranhas no Brasil…

Enquanto o povo – principalmente na Europa – está desesperado em virtude dos altíssimos índices de desemprego, no Brasil varonil, estar empregado é um grande problema.

images1Explico: Não sei você, mas eu tenho ficado um “siri na lata” com a negligência e a estupidez dos prestadores de serviços quando solicito atendimento.

Nesses dias, entrei com a Sandra numa das lojas de uma importante rede de vendas de produtos de construção civil e todo o tipo de parafernália para se equipar uma residência.  Os vendedores faziam questão absoluta de não interromperem os seus “papos furados” com os colegas e muito menos em desfazerem a rodinha do blá-blá-blá. E eles ganham comissão sobre as vendas…

Bem, depois de um tempo, consegui que um deles viesse nos atender e ele veio muito emburrado. Provavelmente ele faz parte de um grupo de pessoas que deve odiar a profissão que exerce e detestar que os clientes entrem na loja para comprarem os seus produtos, fazendo-os trabalhar contra a vontade.

O sujeito veio com cara de quem iria me tratar como adversário do MMA (eu e a Sandra só queríamos comprar algumas coisas). Não era a nossa intenção fazer aquela grande empresa faturar às nossas custas e nem proporcionar uma pomposa comissão àquele vendedor “miserável”.

O medonho é que a coisa não parou por aí.

A sessão de terror que causamos entrando na loja pra fazer compras, prosseguiu quando fomos pagar a conta. O cara que estava no caixa olhou para o carrinho cheio e depois pra nós, voltou a olhar o carrinho repleto de produtos e, em silêncio “dracular”, olhou pra nós…  Depois de uma pausa, com cara de irritação, murmurou: “o próximo”. Ele parecia um assistente do capeta convocando os hóspedes para o inferno.

A cara dos funcionários dessa grande e conceituada organização expressava claramente o que ele pensava e fazia questão absoluta de transparecer… Eu fiquei com pena da minha mãezinha, tão pura e idosa, que nada tinha a ver com o “pato”.

A verdade é que os caras estão furiosos por estarem empregados e certamente estariam felizes se estivessem desempregados, livres para irem à praia, ao cinema, andar no shopping, frequentarem as baladas, tomarem um goró, dançarem, fazerem filhos miseráveis, viverem da vadiagem, das bolsas do governo que banca quem não produz, dos ganhos ilícitos e da prática dos negócios espúrios e da corrupção. Afinal, no Brasil, quem trabalha não tem tempo para ficar rico.

O emprego no Brasil parece ser sinônimo de sofrimento.

Ser espertalhão virou uma opção para ganhar o super-pão de cada dia (e bota pão nisso). Todos os dias a profissão de “trambiqueiro” ganha novos sócios; é bandidagem pra todo lado. Essas pessoas estão livres, leves e soltos pra darem pernadas em qualquer um e o negócio é arrancar a grana de quem trabalha. Não vejo um segmento sequer onde haja lisura.

Eles estão em todos os lugares, são meio que onipresentes, pois operam desde uma cova no cemitério a um alto posto numa igreja, vão do inferno à uma presença no “céu” misturados aos filhos de Deus, praticando a arte diabólica de gatunar a grana alheia.

A maioria dos nossos políticos retrata a face invisível de parte do nosso povo descarado.

Voltei: é assustador o nível e a quantidade de gente despreparada exercendo funções que exigem um mínimo de dedicação, competência e amor. O trabalho não pode ser uma obrigação, mas uma alegria de poder exercitar o talento, a capacidade de solucionar problemas e produzir resultados.

O setor de prestação de serviços é um dos mais promissores no Brasil, em virtude da expansão dos negócios, dos favorecimentos da economia fomentados pelos eventos esportivos. No entanto, o despreparo, a ineficácia e a falta de comprometimento com o exercício do potencial humano, a inércia dos indivíduos sem aspirações, fazem das oportunidades de exercerem a dignidade, um verdadeiro martírio, e pior, um status quo de bestialidades.

Não sei o que se passa na cabeça dessa gente!

O exercício de uma profissão é um sacerdócio, é algo supremo! Isso não é pertinente aos parasitas.

É na atividade profissional que nos sentimos valorizados, e como recompensa ganhamos o dinheiro que é aplicado na nossa subsistência.

É através do trabalho que galgamos os degraus do reconhecimento e atingimos o patamar da realização e a recompensa das nossas aptidões.

É por isso que o trabalho não pode ser encarado como uma penalidade, uma obrigação que nos mutila dos prazeres da vida, ao contrário, sem o trabalho, não temos como bancar os prazeres. Afinal, trabalhar, antes de tudo, precisa ser prazeroso.

Pode ocorrer que, num dado período, a pessoa seja obrigada a fazer o que não gosta, mas na vida precisamos aprender a gostar de determinadas coisas, nem que seja por um tempo específico.

Há uma outra faceta nas questões que envolvem as relações profissionais:  a maioria dos empreendedores não treina as suas equipes. O treinamento é basicamente inexistente no Brasil. Podemos facilmente detectar pessoas não treinadas em todos os lugares. Todo indivíduo mal treinado dá prejuízos e o bem treinado gera lucros.

Infelizmente, a área de qualificação e treinamento profissional está entregue às “baratas” e isso também se aplica à maioria absoluta das igrejas. Os empreendedores não investem no treinamento de pessoal, na qualificação da equipe, enxergam o treinamento como despesas e não investimentos, e o resultado que vemos são os profissionais não comprometidos com a razão existencial da empresa, chegando ao absurdo de não saberem o que estão fazendo. Tem gente até vendendo coisas que não sabe como funciona, acredita? Não consta em nenhuma agenda anual os dias de treinamento, reciclagem e avaliação de desempenho. Os resultados são oriundos dos milagres do improviso.

Chega a ser cômico/simplório alguns episódios: fomos jantar com amigos em um restaurante chique em Búzios. Perguntei à garçonete sobre um prato do cardápio e ela sequer sabia pronunciar o nome, muito menos que comida era aquela, e segundo me falou: “se tá aí deve ser bom”.

Só rindo pra não chorar…

O resultado disso é uma galera trabalhando pelo dinheiro e não pelos interesses da empresa, ou pela auto-realização. Isso gera uma relação promíscua.

É comum a gente ter que tratar com funcionários que não conhecem os produtos que vendem e sequer estão preocupados com o desempenho e a produtividade dos negócios com os quais estão envolvidos. Não percebem que o sucesso da sua carreira depende do sucesso do trabalho que faz para a empresa, e que ele está ali para fazer a empresa ganhar dinheiro para poder pagar o seu salário.

Se um indivíduo não dá o melhor de si nas atividades que colocam o alimento na mesa da sua casa, ele está equivocado achando que poderá exercer o seu potencial quando estiver atuando em um ramo de sua preferência. É uma atividade que ele exerce para manter viva a sua família e dar o mínimo de condições para ter uma vida  digna. Certamente, deveria ser grato e dedicado, mesmo que essa atividade não seja a que o realiza.

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma

Eclesiastes 9:10

A essência do profissional que tem um espírito excelente não permite que ele faça o pior quando sabe fazer o melhor. Há algo muito estranho na cabeça de algumas pessoas: elas querem o melhor da vida sem ter que lutar por isso. Querem receber o melhor oferecendo o pior.

As coisas não caem do céu, a qualidade de vida se conquista com muita luta, garra, determinação e disposição em jamais desistir. Deus só ajuda quem “rala”, quem não vê tempo ruim, aquele que topa os desafios da vida e não fica resmungando pelos cantos feio um velho caduca.

Eu estou com a Palavra de Deus e não abro: “Porque, quando estávamos aí, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar que não coma” – 2 Ts 3:10.

Faça sempre tudo com excelência! Quem tem o Espírito Santo sempre pode fazer o melhor. Seja grato por ter um emprego, por ter condições de se manter e de suster uma família.

Deus colocará você numa “vitrine”, e as pessoas certas verão a sua capacidade e a excelência com o qual lida com o talento, então, uma grande porta se abrirá, e no final do corredor, estará o pódio da conquista esperando você para celebrar.

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