ELIMINE AS ÁREAS DE CONFLITOS NO CASAMENTO

Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.

Hebreus 13:4

O casamento sempre é cercado de uma “áurea mágica”. Criam-se a expectativa de uma vida acima dos padrões vividos até que ele aconteça. O enlace matrimonial carrega no seu escopo as grandes expectativas dos noivos em relação à vida em comum, que, nesse âmbito, está desconectado dos problemas, das rotinas, das chatices, dos aborrecimentos até então vividos.

Os recém-casados esperam que esse “novo mundo” lhes consolide todos os seus sonhos e concretize todas as suas idealizações, realizando os seus votos e suas promessas de que tudo será diferente. Lógico que não há nada de errado nisso, e se não nutrirem essas expectativas dificilmente realizarão os seus sonhos.

Mas, também é verdade de que há uma distância bem grande entre esse mundo imaginário e o mundo real onde os “pombinhos” continuarão vivendo. Bem, estou dizendo isso porque o casal parece ficar com os pés “fora do chão” por um determinado tempo, tudo bem e está dentro da normalidade, mas, precisam saber que esse momento vai se desvanecendo aos poucos e trazendo de volta a realidade, a uma nova realidade, o casal apaixonado.

A realidade está longe de ser traumática e decepcionante. A realidade consolida o relacionamento diário e fortalece o amor, porque descobrem que agora a vida depende dos dois. O que fizerem daqui pra frente determinará a qualidade de vida no seu futuro.

Dentro dessa realidade onde o amor ainda traz encantamentos e lindas descobertas, alguns conflitos são inevitáveis. Por que inevitáveis? Porque fazem parte da vida comum.

A palavra de Deus nos diz: “Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” – Mt 19:4-6. Embora o homem e a mulher desencadeiem a partir do casamento o processo de se tornar “uma só carne”, porque isso não acontece da noite para o dia, o tempo o dirá, nunca deixarão de ser indivíduos: com opiniões próprias, gostos diferenciados, preferências muito pessoais, manias inerentes ao seu caráter ou personalidade.

Essas particularidades mal compreendidas ou quando um dos parceiros tenta anular as características dessa individualidade, um conflito surge, mesmo um tanto dissimulado, cuidadosamente administrado e sobre o controle das emoções, pelo menos no início do casamento, podendo com o tempo, tornar-se mais afrontoso e até agressivo, se mal resolvido.

O casal precisa, antes de tentar administrar os seus conflitos, ter uma visão clara acerca do casamento. Quando decidem assumir que o casamento é um contrato vitalício, e não um contrato ridículo no qual pode ser descumprido ao bel prazer, independente do dano que se possa causar ao outro e a si mesmo, o sentido de dever a ser cumprido e das obrigações a serem respeitadas tornam-se bases fortes onde o amor pode repousar.

Um amor não pode ser forte se sua base é frágil. A consciência dos deveres e das obrigações sustenta o amor e suas emoções.

Uma entrega total de si mesmo dependerá da intensidade de confiança que você deposita em quem você ama. Essa base forte dá confiança para se buscar soluções plausíveis e confortáveis para o casal. Porém, essa busca por soluções passa pela boa vontade e disponibilidade tanto do homem como da mulher de se descobrirem, ou seja, mostrarem-se descobertos um para o outro. Sem reservas, ou cuidadosos e demasiadamente cautelosos, desconfiados; sem imposições, mas, buscando adequarem-se um ao outro. Repletos de disposição em ceder para chegarem a um ponto de equilíbrio comum. Cuidadosos para não anularem as individualidades que certamente mataria a personalidade.

Quando prevalece a imposição de uma das partes, fazendo a outra ceder, aquele que exerce o autoritarismo e a arbitrariedade anula a identidade do outro. Faz do outro um refém, um escravo, um subalterno, alguém que deixa de ter amor próprio e desenvolve uma baixa auto-estima. Comparo essa ação a de um parasita, que para sobreviver, mata aquele ao qual se agarra, preocupando-se em nutrir a própria sobrevivência, mesmo que as custas da morte do outro.

Há muitas mulheres que perderam os nutrientes de uma vida saudável, pois estes foram sugados pelos “sangues-sugas” de seus algozes maridos. E ocorre também ao contrário.

Gente sem vida, ocas, vazias. Corpos até belos, só que já não mora ninguém do lado de dentro.

Gosto muito de usar essa frase: O casamento não faz nada por ninguém, nós é que podemos fazer algo pelo casamento. Quando o casal entende bem rápido esse princípio, ele sai da passividade e se tornam pró-ativos.

Não raramente algumas pessoas passivas me pedem para orar pelos seus casamentos. Quando me informo um pouco mais sobre o relacionamento do casal, descubro que não existe mais casamento. Muitos cônjuges institucionalizam os seus casamentos e se colocam debaixo dessa “entidade” geradora de milagres, e esperam ser amparados por ela, sustentados, alimentados, nutridos, como se o casamento fosse uma “fonte de vida” com personalidade, vontade e poderes sobrenaturais. Um deus, uma divindade, enquanto que o homem e a mulher, em algum ponto de suas vidas perderam o que os unia.

A perda do motivo pelo qual se unem faz o casamento morrer. Essa perda ocorre, na maioria das vezes, gradativamente, quase que imperceptível, porque os conflitos não são resolvidos. São camuflados, deixados “pra lá”, fazem de conta que não existem, não querem debater, discutir.

Ainda há muita resistência em se falar sobre os assuntos que levam à falência um casamento que nasceu para prosperar.

Lamentavelmente muitos casais não possuem uma estrutura psicológica e emocional mínima que suporte debater um assunto que os está separando. É comum não quererem discutir um assunto para não “discutirem”. Que Pena! Muita gente não aprendeu a diferença entre discutir e “bater boca”.

Os votos feitos no altar, diante de Deus, da autoridade legal, das testemunhas e dos familiares e amigos na celebração do cerimonial do casamento são essenciais na vida daquele que tem caráter. Essa aliança feita com a pessoa amada transcende todo o aparato empreendido no cerimonial e na festa de celebração. É algo profundamente espiritual além do caráter legal.

É necessário caráter para cumprir a própria palavra, a palavra dada como empenho e realizar o que se propõe. Esses votos são inseridos na base de crenças de pessoas que levam a si mesmos a sério e respeita o ser, a pessoa, o indivíduo com o qual se dispõe a construir uma vida comum. O altar não encerra o namoro, apenas o perpetua.

O amor que o altar propõe perpetuar e abençoar não deve terminar num tribunal, por falta de empenho, por incompetência na solução de conflitos, ou por obstinação por qualquer das partes.

Os conflitos como disse anteriormente, surgirão, mas, todo o indivíduo está capacitado a lidar com eles e a dedicar-se na busca de soluções, mas, é preciso ter a noção exata do significado do casamento, como já mencionamos, e a determinação fundamental para lutar pelo que acredita e deseja conquistar.

Os conflitos são variados, não são comuns a todos, e diferem de um casal para o outro. Quero expor alguns deles e algumas maneiras para ajudá-los a resolverem, pois não são insolúveis, ao contrário, podem ser resolvidos numa boa, contanto que não haja dureza de coração. Deus programou o nosso cérebro de maneira fantástica para avaliar, considerar, e buscar soluções que tornem a vida agradável e prazerosa.

Entre a queda de uma taça e o espatifar no chão, demanda um tempo, “slow motion”, que sequer percebemos, até que os cacos se espalhem.

Falta de comunicação

Esse é um conflito tradicional. É motivo de reclamação e desentendimentos constantes. Na verdade, os casais conversam pouco sobre como se sentem dentro do relacionamento conjugal.

Cada um acha que o outro está feliz. Cada um imagina que o que tem feito é suficiente o bastante para que o outro não tenha motivos para insatisfações. Mas, a coisa não é bem assim. Nem sempre as atitudes para agradar o parceiro(a) está dentro dos referenciais daquele que está sendo agradado. Agradar não é tão simples, principalmente quando não temos informações suficientes daquilo que o outro deseja.

Às vezes a mulher diz para o marido: “o que você fizer, está bom pra mim”. Se isso fosse sempre verdade… mas, não é. Certamente ela sabe o que não quer, e não diz. Às vezes sabe o que quer e também não fala. Ele então faz algo tentando agradá-la, e apesar das palavras de agradecimento, percebe no seu olhar aquele brilho ofuscado. O mesmo ocorre quando a mulher tenta agradar o seu marido.

Eu fico imaginando a perversidade que é colocar sobre os ombros do outro a responsabilidade de atender a uma expectativa sem qualquer tipo de informação. Uma tentativa mal sucedida de tentar agradar produzirá um conflito desagradável. O pior conflito é aquele dissimulado, que se enraíza na alma. O conflito silencioso que destrói sem avisos.

A falta da ponte de comunicação mantém quem deveria estar interligado, afastado, distante e inacessível. Refiro-me como ponte de comunicação, por ser algo não automático, e que não acontece por acaso, ao contrário, precisa ser construído, elaborado, planejado deliberadamente.

O casal precisa tratar os seus melindres, os seus “não me toques”. Alcançar um mínimo de maturidade é fundamental para quem deseja relacionamentos duráveis, saudáveis e recompensadores. O casal precisa de uma estrutura mínima que comporte um debate sério e profundo, que de fato mexa nas feridas.

A comunicação é a arte que os vencedores precisam admirar e praticar.

Uma conversa aberta, franca e respeitosa é o caminho para dirimir toda sorte de questionamentos e dúvidas. Dizer o que gosta e o que não gosta, falar sobre as expectativas do futuro, reivindicar, abdicar, elogiar, criticar, são ferramentas da comunicação que oferece ao parceiro(a) um patamar no qual pode se apoiar, porque sabe com o que está tratando, e que tipo de correção precisa empreender na sua trajetória.

Receber as críticas com o coração aberto da mesma forma com que recebe elogios é a forma de aperfeiçoamento que aqueles que buscam o crescimento não podem prescindir.

Todo casal precisa desenvolver e aprimorar a comunicação entre si. Isso exige disponibilidade, dedicação e disciplina. Não pode ser encarado como uma boa ação: “Tá bom, fala, eu vou te ouvir”. Mas, fica inquieto, olhando o relógio toda hora, não desliga a televisão… Está inserido no recado: “Não demora, fala logo”. É preciso querer ouvir porque disso depende um convívio sadio e feliz.

Todo casal precisa ter um tempo de conversa. O casal precisa de um lugar apropriado para conversar. Marque na sua agenda um jantar, ou uma pequena viagem. Anote o que acha importante para inserir na conversa. Fala com clareza. Abertamente. Não enrole. Olhe nos olhos. Diga exatamente o que está sentindo. A inteligência inata e a graça de Deus apontarão o caminho da solução e do alívio.

O caminho para o futuro precisa estar limpo. Comunique-se.

Falta de confiança

É impossível construir um casamento saudável sem confiança. Se não confiava por que casou? Já ouvi algumas mulheres dizerem: “Ele sempre foi assim, não dá pra confiar”.  Casar com alguém que sabidamente não é confiável é pedir para o inferno dormir na mesma cama. Casou com o inferno e agora pede para Deus transformá-lo em céu… é brincadeira!

Não quero dar ênfase aos que não merecem confiança, eu quero falar sobre pessoas confiáveis. Todo casal precisa ter confiança mútua. Não pode haver plena entrega se não houver confiança. Confiar é acreditar. Acreditar de verdade. Duvidar não é acreditar. Ninguém pode caminhar vida afora com alguém no qual não confia.

Quando você toma decisões coerentes, inteligentes para unir a sua vida a de outra pessoa, é óbvio que verificou com cuidado se essa pessoa é digna de confiança.

Você não vai se unir a uma pessoa pelo resto da vida porque é bonitinha, te faz rir, é simpática, e uma pessoa legal. Imagina? Casei porque é legal… O mundo está cheio de trambiqueiros legais, simpáticos e engraçados. O tal do 171 nem se fala, para dar calote nos outros ele precisa convencer de que é gente boa.

Você se une conjugalmente a alguém porque essa pessoa é idônea, além dos outros atributos. Sendo assim, precisa confiar nela. Então, não crie problemas de desconfiança. Não invente estórias. Não fique checando tudo. Não exagere nas averiguações, nas indagações, nas checagens de horários, na agenda do telefone celular, nas anotações da agenda pessoal, no computador.

Pare de agir como um “cão farejador” cheirando a roupa, mexendo na bolsa, perguntando aos amigos sobre os horários, investigando, instigando, catucando, azucrinando…

Ninguém agüenta isso muito tempo.

Não estou dizendo para ignorar algum fato claro que merece cuidado, mas, estou dizendo para não agir como se uma desconfiança fosse um fato consumado.

O zelo pela pessoa amada nos leva a obter informações. Quem ama informa. Aquele que está limpo não teme dar detalhes. Quem é zeloso comunica suas atividades antes de ser questionado. Isso assegura a conquista da confiança. Confiança se adquire. Não dê motivos para que o seu cônjuge desconfie de você.

Ciúmes

O dicionário Michaelis dá a seguinte definição para ciúme: “Inquietação mental causada por suspeita ou receio de rivalidade no amor ou em outra aspiração”.

Essa é uma das causas de grandes conflitos entre os casais, e de um número muito grande de separações. Parece incoerência, mas, um dos cônjuges atormenta tanto o outro, tentando obter a propriedade exclusiva e exercer um controle absoluto que acaba perdendo-o, e o pior é que não termina aí, porque depois de perder o parceiro, busca outro para torná-lo um novo algo do seu desequilíbrio e de suas ações atormentadoras.

Ciúme não é cuidado e muito menos zelo. Cuidado, zelo é outra coisa. O ciúme é perverso, destrutivo, e pouco inteligente. Essa inquietação mental perturbadora não é construtiva e precisa ser tratada como um sério distúrbio emocional. A inquietação rouba a paz, a quietude da alma. Um indivíduo sem paz, inquieto, sofre com a falta de concentração, produz pouco, passa a ter fixação com o alvo da sua possessão.

O ciúme transforma fantasias em fatos. Gera sensações desagradáveis e terríveis baseadas em “atos inexistentes”.

O ciumento sofre por nada. Faz sofrer quem não fez por merecer. O ciúme é o sentimento de posse, de ser o dono, um ato de senhorio. É o abominável continuísmo da escravatura dissimulada em senso de propriedade. Isso é terrível e tem que ser repudiado.

Alguns ciúmes no começo parecem engraçadinhos, bonitinhos, e alguns ainda dizem que “apimentam” a relação. Só que a dose desta “pimenta” vai aumentando gradativamente até tornar-se incontrolável e insuportável, e chega a um ponto que é impossível suportar o seu ardor.

O ciúme não é apenas uma pequena suspeita, mas, é uma desconfiança infundada baseada na auto-estima decadente. O ciumento sempre se vê ameaçado pela falta de confiança em si mesmo, e esse fator não o leva a refletir sobre a necessidade do seu crescimento e desenvolvimento pessoal, mas, o torna um “carrasco” da pessoa que supostamente ama, porque ninguém que não ama a si mesmo pode amar de fato alguém. Ninguém pode dar o que não possui.

Essas atitudes, embora loucamente não compreendidas, revelam sua insegurança e um dês-valor devastador. O ciumento valoriza muito o outro, o super-dimensiona, em contrapartida, se desvaloriza.

Ciúme e loucura caminham de mãos dadas. Ciúme não é coisa para se brincar. Resolva isso enquanto pode.

Temperamento descontrolado

O maior erro que alguém pode cometer contra a sua vida amorosa é achar que pode falar o que quer. A Palavra Viva nos diz que o poder da morte e da vida está na nossa língua. É por    isso que muitos relacionamentos ganham vida com o passar do tempo, e outros, morrem em pouco tempo.

Se as palavras entrassem apenas no ouvido e por ali ficasse, ainda vai, a questão é que as palavras se alojam no coração, e é do coração que procedem as saídas da vida.

Como esperar que haja vida num casamento onde um dos parceiros, ou até os dois, fazem jorrar de seus corações um espírito de morte?

Palavras são eficientes para construir ou destruir, salvar ou matar, edificar ou desmoronar. As palavras revelam respeito ou desrespeito, admiração ou não, amor ou ódio, pode ser cura ou veneno.

O que você tem falado? O que você tem escutado ao longo dos anos? Que tipo de sentimento você nutre em seu coração, em relação a aquela pessoa que escolheu para amar, resultantes das sementes verbais lançadas na terra fértil do seu interior?

Há tantos e tantos casamentos marcados pelo rancor, decepção, frustração, agonizando num redemoinho de conflitos que vão além do bate boca, conflitos que corroem a alma que se torna angustiada e conturbada diante do dilema de repudiar quem escolheu para amar.

Lágrimas silenciosas regam muitos travesseiros. A noite se torna a amante e faz vigília para muitos cônjuges abandonados pelos parceiros que dormem o sono dos injustos. O conflito de sentimentos, das emoções, as agressões verbais e o descontrole da postura adequada tornam-se inevitáveis diante do verbo que se faz espada mortal.

A auto-correção e a busca pela cura do temperamento descontrolado é o remédio para evitar conflitos, não apenas no casamento, mas, em todos os tipos de relacionamentos.

O humano tem o poder dado por Deus do domínio próprio. Quem abre mão de dominar a si mesmo, abre mão de ser um conquistador, para se tornar um eficiente e capacitado indivíduo que usa toda a sua potencialidade para manipular um alto poder destruidor. Quem quer conviver com uma criatura assim?

Transformar o poder de destruir em poder para edificar é uma arte para os verdadeiros humanos exercitarem o seu crescimento, e o resultado positivo dessa transformação será um fator de orgulho e um indicador de progresso.

Adestrando esse vulcão descontrolado você estará contribuindo para a sua saúde física, mental, emocional, e espiritual, e estará curando e exterminando as feridas geradas pelos conflitos no seu casamento, e adquirindo maturidade para administrá-los. Então, prepare-se para gozar e usufruir das delícias de um verdadeiro oásis, pois, assim será o seu casamento.

Rotina

Há muitos casais colocando na rotina a culpa de suas frustrações e problemas. A rotina parece um terrível inimigo dos casais, mas, será mesmo? Quem pode viver sem rotina? Quem pode organizar a vida sem algum tipo de metodologia sistêmica?

Ora, todos nós de alguma forma cumprimos rotina, e a cumprimos porque ela é importante nas nossas vidas, e o seu papel é indispensável para a nossa estrutura organizacional. Sem algumas rotinas a nossa vida seria um verdadeiro caos.

Então, a rotina é importante e boa. Não podemos viver sem ela.

Onde então reside o problema dos casais que enfrentam uma vida monótona, repetitiva, parecendo um “disco emperrado”? Dia após dia tudo é basicamente idêntico, parecem prisioneiros de um dia que nunca muda, ou seja, quando acordam parecem estar no dia anterior e não num novo dia.

O problema não reside na rotina, mas, na monotonia de suas vidas. A questão não é a rotina, mas, a falta de criatividade para fazer do tempo que não é absorvido pelas responsabilidades e pelas tarefas diárias, um tempo de novidades e prazer.

O problema gerado pela monotonia resulta do comodismo que os casais, ou pelo menos um dos parceiros, adota como estilo de vida de casado. Até parece que vida de casado é vivida ao “estilo fim de vida”. A questão é que muita gente casa pra “sossegar”, e o pior, é que sossega mesmo, deixando de viver a vida e curtir os seus saudáveis prazeres.

O casamento deve proporcionar grandes oportunidades para que o casal viva as alegres aventuras da vida, e não uma reclusão. O casamento saudável é dinâmico, ativo, participativo, inventivo, inovador, e principalmente prazeroso, se o seu não for assim, você não está casado, mas, está morto.

Você como todos, tem responsabilidades e rotinas a cumprir, mas, deve separar um tempo para aproveitar as delícias proporcionadas por uma vida a dois, porque, quando os dois se amam e dão valor às suas existências, a vida tem cara de graça, alegria e prazer, para isso, é fundamental não confundir rotina com monotonia.

A rotina dá suporte a nossa estrutura organizacional, mas, a monotonia nos desestabiliza emocionalmente.

Então, cabe a ambos os cônjuges incrementar as suas vidas com inserções variadas de novidades, e não precisa ser exageradas e extravagantes, porque seria muito difícil manter esse sistema de vida, mas, pequenas mudanças e variações periódicas que fomentem o amor do casal e o prazer e viverem uma vida a dois.

Ter prazer nas pequenas coisas do dia-a-dia é uma arte para quem sabe valorizar a vida. Se há alguma coisa que não pode faltar na cabecinha dos eternos namorados é criatividade. Invente, recicle, crie, deixe que o seu espírito criativo evolua, dê asas à imaginação, e você vai viver momentos maravilhosos que serão como “lenha na fogueira”.

Deixe o fogo pegar! Deixe o fogo arder no seu casamento! Coloque a monotonia pra fora da sua vida.

Sexo sem qualidade

O sexo no casamento precisa ser uma fonte de prazer, para ambos, lógico. Porém, não tem sido sempre assim. A quantidade de pessoas insatisfeitas sexualmente tem aumentado, e muito, e essas insatisfações tem gerado conflitos, pelejas, perturbações, descontroles emocionais e adultérios.

O sexo tem sido tratado com negligência, inclusive em lares evangélicos, e por gente que se diz avivada, cheia do “fogo” do céu, mas, fogo no casamento que é bom, nada!

Se quisermos uma vida avivada pelo Espírito Santo, precisamos compreender que esse avivamento começa no leito conjugal. Certamente alguns hipócritas disfarçados de “espirituais” vão detestar isso.

O sexo não começa na cama, o auge se dá, inclusive na cama. O grande desafio dos casais ainda é seduzir os seus parceiros, continuar conquistando ao longo da vida, continuar apaixonado no dia-a-dia. O sexo começa com um bilhetinho para a esposa, um telefonema ousado para o marido, uma roupa sensual, um jantar a luz de velas, um segurar de mãos, um elogio encantador, um aroma especial no quarto bem ornamentado para uma noite deliberadamente especial, no abuso da criatividade, na fuga da mesmice, nas carícias preliminares, nos beijos ardentes, nas frases quentes, no aconchego junto ao peito, nas loucuras que aqueles que amam não titubeiam em fazer.

O sexo precisa ser levado a sério. O sexo no casamento não pode ser entregue ao desleixo de gente estúpida travestida de gente séria e santa. Maldita hipocrisia!

O sexo além de prazeroso é essencial. É na abstenção que Satanás ardilosamente fomenta a tentação. É na fome que a comida se torna mais apetitosa. Tem muita gente casada passando fome de sexo. Tem muita gente casada que não gosta de sexo, então, ficasse curtindo a “solteirisse”, ora! Por que casou? Por que não permaneceu virgem o resto da vida? Agora se nega a cumprir com a prazerosa “obrigação” conjugal?

É antibíblico negar-se sexualmente ao parceiro. A bíblia garante autoridade ao homem sobre o corpo da mulher e a mulher, de igual modo, a autoridade sobre o corpo do marido, ou seja, não podem negar-se um ao outro, a recusa é ilegal, imoral e indecente.

Levar o sexo a sério no casamento é ajustar o relógio biológico para atender a necessidade de quem amamos, bem como a nossa própria necessidade. Se há um laço invisível que une um casal, esse laço fundamental é o sexo. O casamento não sobrevive sem o sexo. Se alguém pretende arrebentar com o casamento, negligencie o sexo.

O sexo é dado para o prazer, a alegria e a continuação do núcleo familiar. É um verdadeiro “parque de diversão”, ainda bem que a grande maioria dos casais gosta desse parque e dessa diversão: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias” – Pv 5:18-19.

No casamento não vale fingir que é feliz, assim como na arte de viver a vida.

Invente sempre um motivo para comemorar com o amor da sua vida. Use a criatividade, ouse inovar, reinvente-se. Se você ainda é capaz: surpreenda o seu amor!

Lembre-se de que você é capaz de fazer coisas que ainda não fez. Você pode transformar o seu casamento ou torná-lo melhor do que já é. Essa mudança contínua para melhor é apenas o resultado da nossa própria mudança. Mude e o seu casamento mudará. Cresça e o seu casamento crescerá. Fique mais bela e o seu casamento terá mais formosura. Apaixone-se e o seu casamento será uma fonte inesgotável de amor.

Elimine os conflitos no seu casamento, certamente você atrairá a felicidade para a sua vida e evitará que muita gente que faz parte da sua vida, seja infeliz.

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One thought on “ELIMINE AS ÁREAS DE CONFLITOS NO CASAMENTO

  1. Tenho passados por muitos conflitos com meu marido, e sempre quando brigamos eu mando ele ir embora, ele nunca vai, pois ele sabe que eu o amo assim como ele me ama. Eu sou agressiva e ele também. já não sei como lidar com nossos conflitos.

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