Mulheres Determinadas

ARTIGO DE: Sandra Helena (esposa, pastora e psicóloga)

Tenho me dado conta do quanto é útil a observação. Quando estamos atentas à observação, a gente chega a muitas conclusões. Não me refiro apenas a observar o comportamento de outras mulheres, mas, termos a coragem de enfrentarmos também o desafio da auto-observação.

Olhar com bons olhos para o comportamento humano é o exercício pleno de uma aprendizagem. Nós somos o que assimilamos dos outros, queiramos ou não. Nós somos sempre o resultado de tudo o que os nossos olhos apreciam e até criticam, e se criteriosamente expurgarmos o que à vista não é saudável, de alguma forma esse “olhar aprendiz” poderá absorver o que consideramos benéfico.

Ao observarmos atenciosamente o comportamento dos outros, parece que vemos como num espelho a nossa própria imagem refletida. Essa imagem nem sempre é agradável. Porém, isso se torna uma grande oportunidade para reavaliarmos, reconsiderarmos, reafirmarmos, e trazermos o benefício do aprimoramento ao nosso comportamento, e não a crítica simples e dês-proposital, que muitas das vezes refere-se ao que somos, mas, que enfaticamente negamos.

À luz da narrativa bíblica, voltei o meu olhar desejoso pelo aprendizado para o comportamento de uma mulher chamada Ana. Quantas qualidades a serem referendadas e boas para serem absorvidas.

Ana tinha um sonho

Quantas mulheres perderam os seus sonhos! Acredito que muitas possuem apenas uma vaga lembrança da vida que gostariam de ter, de coisas que desejariam possuir, de valores que gostariam de conquistar, da pessoa que acreditavam que se tornariam. Vagas lembranças do passado. Forte frustração no presente.

Ana tinha um sonho não realizado. Um sonho impossível de se realizar. Ana queria ser mãe, mas, o seu ventre lhe negava essa dádiva natural de Deus. Contudo, esse sonho não se tornou uma vaga lembrança, mas a cada dia se fortalecia e movia com os seus sentimentos. Ana chorava pelo seu sonho. Ana não comia pelo seu sonho. Por causa do seu sonho, o seu coração sofria. Isso parece mal? Aparentemente sim, mas veja por outro ângulo minhas queridas amigas: Ana sofria porque o seu sonho não tinha morrido. Que comportamento digno. Esses são sentimentos de alto valor de excelência.

Talvez, esta seja uma maneira dolorosa de aferir a intensidade da vida dos seus sonhos: sofrer na esperança da sua realização. Creio ser muito melhor do que sofrer a frustração pela sua perda. Nós mulheres precisamos ter sonhos!

Ana era inconformada

Mesmo tendo um marido que a amava, atendia aos seus desejos e a privilegiava, Ana não se conformava. Esse inconformismo trazia amargura para a sua alma e a projetava na direção de Deus, onde chorava abundantemente.

Queridas amigas, conformar-se com a perda dos sonhos não traz alívio para a alma. É preferível afligir-se por um sonho que ainda não se transformou em realidade, a lamentar-se diante da sua morte. A aflição de Ana refletia o contorcer do sonho em busca do nascimento.

Amadas de Cristo não se conformem! Não abortem os seus sonhos, não os deixem morrer, por mais crítica que seja a possibilidade da sua realização. Enquanto os seus sonhos forem capazes de lhe causar algum tipo de sentimento, ainda resta um resquício de vida. E havendo vida há possibilidades. Havendo fé e inconformismo, há uma esperança de um milagre acontecer. Nós, mulheres, precisamos ser inconformadas!

Ana não perdeu Deus de vista

O comportamento de Ana diante do seu dilema refletiu claramente o seu caráter. A sua disposição, não apenas para orar e se derramar diante de Deus, mas de se apresentar perante o Senhor fazendo um voto de Lhe dar o que tanto queria receber, um filho, revelou a nobreza do seu coração.

Foi com esse coração nobre que ela perseverou em orar no templo. Que coisa linda! Nós mulheres não podemos deixar uma lacuna no templo, um espaço destinado a nós para nos derramarmos diante do nosso Amado Senhor.

Ana não gritava e nem gemia. Ana não fazia estardalhaço. Contudo, o seu coração se movia em sentimentos ardentes. Os seus lábios se moviam sem emitirem um som sequer, a ponto do sacerdote Eli tê-la como embriagada.

Ana estava sim, embriagada pelo desejo de ter o seu sonho realizado. Ana sabia que Deus podia fazer um milagre. Deus podia emprestá-la um filho, porque esse filho retornaria para Ele, seria um servo exclusivo d’Ele. Nós, mulheres, não podemos perder Deus de vista!

Ana era uma mulher quebrantada

Ana, mulher de coração prostrado. O que faria uma outra de nós se o sacerdote nos admoestasse para que largássemos de beber vinho? Parássemos de ficar embriagadas, bêbadas e no templo? Qual seria a reação diante de uma acusação que não retrata a realidade, pois a real situação era o sofrimento de alma?

Ana não se revoltou ou se indignou com o sacerdote Eli diante da sua acusação, muito pelo contrário, respondeu passivamente: “eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho, nem bebida forte tenho bebido: porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor.” Aleluia! Que maravilhoso exemplo de quebrantamento!

O seu quebrantamento moveu o coração do sacerdote Eli. O seu coração quebrantado moveu o coração de Deus. O seu quebrantamento foi o adubo para gerar no mundo espiritual uma semente de vida. O nosso quebrantamento move o coração do Pai! O nosso quebrantamento proporciona livramento! O nosso quebrantamento opera milagres que muitas palavras não conseguem realizar. Nós, mulheres, precisamos ser quebrantadas!

Ana creu no poder da Palavra Profética

Diante do quebrantamento de Ana, a palavra do sacerdote migrou de advertência para decretação de Bênçãos: “Vai em paz: e o Deus de Israel te conceda a tua petição que lhe pediste.” Que Palavra Profética maravilhosa!

O fato de Ana crer no poder da Palavra Profética produziu resultados imediatos: ela se foi, comeu e o seu semblante já não era triste. Meu Jesus, que coisa linda!

Veja, queridas, como muitas das vezes agimos de forma diferente. A gente recebe uma Palavra Poderosa no culto, Deus fala conosco de maneira direta, firme, amorosa, faz uma promessa de livramento, reafirma a realização de um sonho, e muitas de nós ainda saímos cabisbaixas das reuniões numa clara demonstração de falta de confiança e fé.

Precisamos não apenas ouvir a Palavra, mas crer no poder da Palavra. Esse crer na Palavra se torna visível, reconhecível mediante a mudança de ânimo refletida no semblante. O semblante de Ana mudou apenas pelo crer na Palavra do Profeta. Nós mulheres precisamos crer no Poder da Palavra Profética.

Ana teve o seu sonho realizado

Com o estado de ânimo mudado pelo poder da Palavra Profética, Ana se relacionou conjugalmente com o seu marido. Foi uma noite muito especial. Foi tão especial que a Palavra de Deus relata que “O Senhor se lembrou dela”.

Minhas queridas, quem sabe você tem vivido um tempo que parece ser de esquecimento de Deus? Mas quero, em nome de Jesus Cristo, lhes dizer que Deus não se esqueceu de vocês.

Algum tempo se passou e Ana concebeu e deu a luz a um filho e o chamou de Samuel. Você dará a luz aos seus sonhos. Mantenha-os vivos, vibrantes e dispostos a virem à existência. Não importa o quão difíceis pareçam. Não importa o quão distante da realidade estejam. O que importa é o quanto neles você acredita. O que interessa é o quanto você pode acreditar no poder da ação do Espírito Santo de Deus. Deus se moverá sobre você. Deus trará os seus sonhos à existência. Nós mulheres precisamos ter os nossos sonhos realizados!

Nós, mulheres, precisamos ser Determinadas

Texto em 1 Samuel – Capítulo 1 – Versículos 1 a 20

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