É TEMPO DE ACORDAR

“E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.”

 Romanos 13:11,12

Quando estamos dormindo perdemos totalmente a percepção do que acontece à sua volta. A abstração é absoluta.

É assim também nas questões espirituais. O sono espiritual aliena o indivíduo da realidade espiritual a sua volta, não fica um resquício de percepção.

No mundo de Deus, Ele já deu e Ele já fez, porque não há passado nem futuro, há um só tempo, a eternidade. Porém, sem a percepção do que acontece no mundo espiritual muitos ficam esperando Deus ainda fazer algo que já está feito, e dar algo que ele já deu.

Na realidade, o poder de Deus já foi conferido aos que se dispõe a tomar posse pela fé, para trazer ao mundo físico aquilo que já existe no mundo espiritual, para tanto, é fundamental colocar a mão no arado, ou seja, agir ao invés de esperar, usando a autoridade já nos foi conferida.

É no embalo do sono que alguns transcendem para um mundo de fantasias, confundindo revelação com imaginação, onde buscam “algo” que não sabem identificar. Vivem num mundo de fábulas onde não há conexão com a realidade de Deus. Um mundo surreal alimentado por inoperâncias e displicências, onde as petições soam irritantes ao ouvido do Poderoso Senhor.

O mundo do sono e da alienação é absolutamente improdutivo e terrivelmente enganoso, pois se confunde com um pretenso mundo espiritual, e de manifestações divinas que não servem pra nada, a não ser para dar uma falsa informação de que o indivíduo está cheio de um “poder”, que na realidade, não presta pra coisa alguma.

É por esse motivo que o Espírito Santo faz questionamentos concernentes ao que cada membro é em Cristo, as suas atribuições, as obras que devem ser vistas, realizações pelos talentos que receberam do Pai, e que devem ser uma fonte de multiplicação e jamais de anulação, sepultando-os no pó da terra.

Foi por isso que de forma enfática Deus questionou Moisés quando orou e clamou, quando o momento exigia ação: “Por que clamas a mim?”.

Criar indagações em tempo de ação é o resultado do “sonambulismo espiritual.”

 

Respeito muito quem ora. É pela oração que estamos conectados a Deus. Contudo, orar demais é fazer de menos. As respostas não estão somente nas orações, mas, principalmente no pós-oração, as ações empreendidas.

“Sem atitudes as orações são inúteis, elas se tornam uma espécie de “reunião” com Deus para falácias improdutivas de quem não tem mais o que fazer.”

Quem gosta muito de reunião não gosta de trabalhar, e você já deve ter percebido que aqueles que falam muito em reuniões são os que menos realizam. Portanto, todo cuidado é pouco para se evitar os extremos, inclusive, as orações extremamente longas, chatas, repetitivas e inúteis – “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” – Mt 6:7,8.

O tempo do sono letárgico precisa passar, mas para que isso ocorra, é necessário acordar, despertar da paralisia obscurantista, das viagens espirituais imaginárias, dos devaneios das falsas revelações, a inoperância expressa no cruzar de braços, na prolongada espera por um “deus” equivocado.

Despertar como por milagre é a única saída, já que o sono virou uma praga maligna, um mal terrível e mortal para quem não escapa pela sua própria vida, uma vida neutralizada pela “catalepsia” mental que aniquila toda proposta de vida abundante.

“Acorda antes que seja tarde. Escapa pela sua própria vida, antes que a morte seja inevitável.”

O sono escuro e absorto das indefinições, do que fazer ou para que direção caminhar pode ser aniquilado pelo brilho da luz da glória de Deus, a intensa luz que quebra o domínio do sono maligno. A luz que põe um fim ao terror de querer acordar, mas a mente e o corpo resiste em não obedecer.

Agora é dia claro e esse é o momento de todos estarem com os olhos abertos para contemplarem a luz dos céus que sempre esteve dominando o nosso ambiente. Simplesmente, era impossível enxergar com os olhos “fechados” e entorpecidos pela falta de percepção e pela paralisação causada pela “catalepsia maligna”.

No ambiente de claridade vinda do Pai das luzes (Tg 1:17), podemos enxergar com expectação horrível a repugnante obras das trevas que precisa causar nojo, asco, aversão, para ser peremptoriamente rejeitada por todos nós.

Nesse ambiente de luz intensa, de exposição deliberada daquilo que antes permanecia oculto, pode se vislumbrar as estratégias malignas, no tempo do fim que ora vivemos, para discernirmos que nem tudo que brilha é ouro, que muita gente que pensa ter o Espírito Santo está sendo usada por espíritos enganadores.

Essa luminosidade divina nos faz ver que o diabo tem tomado assento nos lugares que antes eram de Jesus Cristo, e agora, neste exato momento, está sendo venerado, reverenciado, porque o povo que andava na luz, agora vive em densas e confusas trevas, e um espírito espúrio domina com a sua falsa aparência de “anjo de luz”. Essa verdade não é futura, a estamos vivendo agora.

“É isso aí! Deus está requerendo uma postura do seu povo, acordar do sono da ignorância e da estupidez.”

Há um mover especial do Espírito Santo sobre nós. Isso é real. Não importa se virão lutas, problemas e perseguições, essas questões são resultados pertinentes ao organismo vivo, à Igreja, e de suas atividades ininterruptas num mundo caótico e da sua luta contra o império satânico.

Para nós o que importa é rejeitarmos as obras das trevas, mas, para tanto necessitamos identificar essa obras, vê-las com os olhos do discernimento espiritual, para que possamos nos vestir das armas da luz. Essa é a essência que Deus liberou para nos impregnar.

Não tenho dúvidas de que está chegando o tempo de mostrar quem é quem, acho que o Espírito Santo vai usar os filhos da luz para “baixar o porrete” nesses dissimulados caras de pau que impregnaram o lugar santo.

“Deus deu a Sua Palavra para também servir como espada e chicote.”

Que Deus não nos livre para que não sejamos contaminados pelo fedor dos “bodes”, travestidos de ovelhas, mas, acordados, despertados do mórbido sono, exalemos o maravilhoso aroma de Cristo.

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