HÁ RATOS MELHORES DO QUE GENTE

Ratos ajudam um ao outro em situações de perigo, diz estudo

Em experimento, animais libertaram companheiros de armadilhas.
Comportamento nunca tinha sido presenciado em roedores.

 Do G1, em São Paulo
12/12/2011 07h00 – Atualizado em 12/12/2011 07h00
Rato tenta soltar o companheiro de armadilha, em experimento (Foto: Science/AAAS)Rato tenta soltar o companheiro de armadilha, em
experimento (Foto: Science/AAAS)

Uma pesquisa publicada na edição da última sexta-feira (9) da revista “Science” traz o primeiro registro de empatia – conceito biológico que denomina a capacidade de compartilhar emoções – em roedores.

Antes, esse comportamento só havia sido identificado fora dos primatas em casos isolados, e nunca em um grupo tão distante na linha evolutiva, como é o caso dos roedores. Estudos como esse ajudam a compreender melhor a própria origem de comportamentos humanos.

Na experiência, foram usados dois ratos que vivem juntos, na mesma gaiola. Um deles foi preso em uma armadilha que só poderia ser aberta pelo lado de fora, enquanto o outro poderia circular livremente em torno dessa armadilha.

Havia contato visual e auditivo entre os dois. Uma vez que o rato percebia que o companheiro estava preso, ficava bem mais agitado que o normal, até que, eventualmente, descobriu como fazer para soltá-lo.

“Não treinamos esses ratos de nenhuma forma”, afirma Inbal Ben-Ami Bartal, estudante de psicologia da Universidade de Chicago, nos EUA, que idealizou a pesquisa e assina o estudo, em material de divulgação da instituição.

“Esses ratos aprendem porque são motivados por algo interno. Não mostramos a eles como abrir a porta, eles não têm nenhuma exposição prévia à abertura da porta, e é difícil abri-la. Mas eles continuam tentando, tentando, até que funciona”, relata o pesquisador.

Para confirmar o motivo que levava os ratos a fazer isso, os cientistas criaram cenários novos. Em um deles, era um boneco de rato que ficava preso; nesse caso, o rato não abria a porta. Na outra simulação, o rato tinha também a opção de comer uma pilha de chocolate sozinho antes de soltar o companheiro, mas sempre deu preferência a libertá-lo antes da refeição.

“Não há outro motivo para tomar essa ação, a não ser para acabar com o sofrimento do rato preso”, diz Bartal. “No mundo modelo dos ratos, ver o mesmo comportamento ser repetido várias vezes significa basicamente que essa ação é uma recompensa para o rato”.

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